Devo confessar que está me dando um prazer danado escrever por aqui. Porque tinha muita coisa engasgada que eu não podia postar no meu blog. Não por medo ou coisa assim, até porque eu sempre assumo o que digo, falo e escrevo, mas porque fugiria ao propósito do blog. Por aqui, as coisas são diferentes, é o lugar certo para fazer isso. E assunto, acreditem, não vai faltar, porque todo dia encerra uma gama de novos acontecimentos no mundo blogueiro, sejam eles bons ou não.
Quando falamos de promoções e sorteios, imaginamos de algo que atraia acessos e aumente o número de seguidores. E eu seria hipócrita em dizer que isso não me importa ou interessa, mas bem menos que no início. Beeem menos. Toda blogueira quer ser vista, lida, ouvida e comentada. Mente quem não assume isso. Ainda que saibamos que ter um blog geralmente não dá dinheiro, a visibilidade conseguida com ele, pode garantir sim, muitas coisas boas. E essas coisas vão muito além dos brindes trazidos nas caixas pelos Correios.! Quando a nossa visibilidade, relevância e influência aumentam, passamos a ter acesso à oportunidades de trabalho que nos rendem dinheiro. E isso vale mais do que qualquer brinde, sabe por que? Porque com brindes, você não compra nada, agora com o dinheiro, você compra aquilo que viria como brinde e muitas outras coisas.
Já ouvi de muitas o seguinte: “Ah, mas eu nunca pensei em ganhar dinheiro com o meu blog.” Gente, pára tudo, isso é mentira! Pelo menos, não nesse segmento de moda e beleza. É claro que existem blogs que falam de família, blogs de mães com filhos com determinadas síndromes/doenças, blogs de auto ajuda e tantos outros onde eu realmente não vejo a menor intenção de se ganhar dinheiro. Mas no segmento que escolhemos, todo mundo quer um lugar ao sol. Não que ao começar o blog você já tenha essa idéia, assim como eu não tinha. Mas uma vez dentro e participando de todo o processo, conhecendo empresas e produtos, percebemos que existe uma brecha que pode ser muito bem aproveitada por nós. Seja ela prestando serviços para as empresas ou vendendo nossos próprios produtos.
Para começar, as redes sociais são algo muito novo para o mundo empresarial. Administrar contas de twitter, Facebook, ter blog, é coisa que a maioria sequer sabe fazer. Canso de ver por ai, empresas mal assessoradas que ao invés de terem páginas no Facebok (Fã Page), onde o objetivo é conseguir curtidas, terem perfis, onde vão adicionando amigos. Empresas que tem sites maravilhosos, e mantém blogs no blogspot. Twitter de empresa com erros de português, sendo manejado por quem nem consegue tirar suas dúvidas, porque simplesmente desconhece a empresa e seus produtos. É o fim do resto! Por isso, nessa terra de cegos, todos que tiverem um olho serão reis, no nosso caso, rainhas. E se formos ainda mais espertas e mantivermos os dois olhos, o que seremos no futuro?
Por conta da dificuldade de entender essas novas mídias, tem muitas empresas se queimando sozinhas e enterrando suas possibilidades de êxito e crescimento. Tem uma empresa que comercializa produtos maravilhosos. Tudo o que eu tenho deles é bom e de extrema qualidade. Os preços são meio salvados, mas valem cada centavo, diante da satisfação que sentimos ao adquirir uma peça. Eis que eles fizeram uma “ação de marketing” fazendo parceria com um milhão de blogs. Sem critério algum, diga-se de passagem. Qualquer blog feminino que escrevesse qualquer coisa, eles faziam parceria. Na hora de escolher o meu brinde, eu escolhi algo dentro do que achava razoável, pela divulgação que eu havia feito. E vi que eles estavam enviando coisas muito mais caras, para blogs bem furrecas. Logo, revi meus pedidos, ao que ao final de um longo processo de espera, fui atendida.
De cara eu já sabia, que a empresa não conseguiria se manter com tantas parcerias, com tantos sorteios e enviando tantos brindes caros, internet afora. Não demorou mais do que três meses, para os sorteios deles sumirem porque o que foi gasto e investido, não compensou o retorno. Não é somente o que se envia, mas o que se gasta com as taxas dos Correios. Fora que a propaganda de qualquer empresa, tem que ser contínua, mas não exagerada. Os laços de confiança entre o consumidor e as marcas, vão se formando com o tempo e com o modo como a empresa vai se mostrando no mercado. E dar um “Google” e ver o nome da empresa em tudo que é lugar, está longe de ser algo bom, ou que se transforme em vendas expressivas.
O que pouca gente entende, é que o objetivo principal de qualquer empresa, tem que ser o cliente. Quando você tem um cliente satisfeito, esse cliente se fideliza, indica a sua marca, fala bem. Agrega valor à ela pela continuidade com que consome seus produtos, na regularidade. Nenhum empresa pode viver de boons e de momentos. Tem muita coisa empenhada que precisa ser avaliada, e o giro do capital tem que ser constante para que o negócio seja realmente viável. Portanto hoje, é fundamental investir em linhas de atendimento direto ao cliente que sejam eficientes, tanto via internet, como por telefone, assim também como as redes sociais, que servem para aproximar os consumidores da marca de forma efetiva.
Geralmente quando compramos alguma coisa de uma empresa, compramos também a idéia dela, seu conceito e no que ela é baseada e acredita. Vou usar exemplos internacionais, mas eles se aplicam à marcas nacionais, ok? Quando alguém compra uma peça da Vivienne Westwood, não está comprando apenas uma peça de roupa. Mas o conceito de mutação, transformação, modernidade e irreverência que cada uma das suas criações traz consigo. É a idéia de que tudo pode ser revisto e reaproveitado, que o urbano, o punk, a moda de rua, pode exercer forte influência na moda de passarela e pode ser usado sem reservas, por qualquer pessoa, independentemente de idade. Já a Maison Chanel, traz o clássico sempre revisitado, mas o clássico! É a idéia de peças bem cortadas, spencers acinturados e bem ajustados ao corpo, que compõem um visual mais chique e mais glamouroso. A mulher que usa Chanel, é forte, determinada e cheia de elegância.
Qual das duas seria a melhor? As duas! São dois conceitos diferentes e duas formas de abordagem diferente também. Por isso, as empresas devem verificar se a idéia e conceito que vendem, tem a ver com a imagem do blog com quem estão se associando. Assim como nós, bloqueiras, temos que ver se as empresas com as quais estamos nos associando, tem a ver com o nosso estilo e com aquilo que realmente acreditamos e validamos. Não é toda parceria que eu aceito no meu blog. E falando nele, quero deixar claro que o meu blog não é um blog de moda. Acho complicado quando vejo a galera falando que tem blog de moda, só porque faz umas colagenzinhas toscas mostrando o que vai ser tendência, quando na verdade, todos sites especializados já estão falando sobre isso de forma até exaustiva. Para ser blog de moda, você tem que entender mesmo de moda! Se garantir naquilo que fala e escreve. Ter referenciais teóricos nos quais possa basear seus textos e opiniões, realizar sempre, bons trabalhos de pesquisa, de campo e análise de tendências, que vão desde a passarela, até o que chega nas lojas e é usado nas ruas. Como eu sei que a maioria não faz isso, desculpe, Darling, mas eu blog, não é de moda!
Meu blog é um blog feminino. Trata de assuntos relacionados à esse universo. Me sinto mais à vontade falando assim, porque desta forma, não me proponho a fazer algo que esteja além das minhas possibilidades no momento. Então, eu falo de moda, beleza, comportamento, cosméticos, culinária, decoração, lifestyle e mantenho sorteios e promoções. Também respondo cartas das leitoras falando de problemas pessoais, enfim, tem de tudo no blog! Será que perdi o foco? Não vejo desta forma, porque se assim fosse, a Revista Marie Claire não faria tanto sucesso por tanto tempo e em tantos lugares do mundo. Porque se vocês repararem, tudo o que eu citei acima, tem nela.Veja bem, não estou me comparando a uma Marie Claire, até porque, diga-se de passagem, seria pretensão demais e falta de noção extrema. Mas me espelho no que é bom, e tomo como exemplo a ser seguido.
Estão entendendo como é complicado manter um blog? Dá muito trabalho! É sem dúvida uma relação de amor, que tem seus altos e baixos, porque tem dias que eu acordo achando o blog a melhor coisa do mundo, e tem dias, em que tenho nojo dele. Não ele em especial, mas no que ele se transforma e me transforma se eu permitir e não tomar cuidado. Um bom exemplo disso, é quando eu estava com duzentos mil sorteios ativos no blog e cheia de coisas pra fazer no trabalho. Conclusão, acessos lá em cima, e postagens de qualidade duvidosa. Porque pra mim, postagem relevante é aquela que consegue atender aos anseio de muitos e não somente de um. Os posts de sorteios, tem prazo de validade pré-estabelecido. Findo o sorteio, uma pessoa fica feliz porque ganhou e pronto. E as outras? As outras, já era! É partir pra outro. Já os posts com dicas, resenhas, receitas e tudo mais, servem para todas e são atemporais.
Quando eu abria o blog e via de fora a fora um monte de post de sorteios, eu ficava super infeliz. Porque eu tinha transformado meu blog naquilo e tinha me resumido à promover sorteios. E ter esse numero de acessos de pessoas que sequer tiveram paciência de ler algo que escrevi, ou me responder sobre alguma coisa, sinceramente, não me interessava. Audiência vazia, de gente que não faz sentido algum, dentro do propósito que tenho. Veja bem, os que são exclusivamente concurseiros, não alavancam sequer as vendas das empresas, é nisso que elas tinham que se ater. Concurseiro geralmente não compra, não consome, quer ganhar e nem sabe por que quer ganhar. Quer ganhar mesmo aquilo que não lhe serve, a sandália que não lhe cabe, a roupa é que dois números menor, o perfume que odeia, o produto que não suporta. Em alguns casos, chega a ser doença! É gente que vive exclusivamente a sua vida participando de concursos e promoções. Todo o tempo. Por isso algumas empresas não estão mais aceitando premiar perfis que sejam exclusivemente de promonautas.
Me entendam bem, não estou falando de você que como qualquer pessoa normal, lê blogs, visita sites, sejam eles femininos, de humor, de notícias ou de qualquer outra coisa, e que também participe de sorteios e promoções. Acho super válido participar. Eu gosto, mas não tenho tido tempo pra isso. Quando e concurso cultural, então, eu adoro. Sempre me dou melhor neles, porque sou avaliada por algo no qual tive que pensar e criar. Estou falando daqueles que baseiam suas vidas em participar de sorteios. Tem uma moça que queria muito algo que eu estava sorteando no blog (era algo caro), e ela falava isso sempre. Quando fui fazer o sorteio, imagine qual nome saiu? O dela! Pensei cá comigo, “que força de pensamento, hein?”, e qual não foi a minha surpresa, ao saber que meses depois, ela sequer havia usado o que ganhou. Era realmente desejo de ter? Não era. Era a necessidade de ganhar. Alguns se sentem tão mal por perderem tantas outras coisas na vida, que querem compensar sendo “vencedores” de outra forma. Mas isso é papo pra outra hora e de preferência, com a assessoria de alguma psicóloga, porque sem dúvida, Freud deve explicar isso também.
Enfim, por hoje é só, e como sempre, escrevi horrores.
Até a próxima,
Bejos
Juh Sarah